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Domingo, 05 de Setembro de 2010
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Amamentação nutre e reforça os laços
Assunto: Chegada do bebê


A amamentação é um dos momentos mais íntimos de uma mulher e torna ainda mais estreita a relação entre mães e filhos. Além de um ato de amor e carinho, ela é fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável dos pequenos.

"A amamentação deve ser exclusiva até os seis meses e, a partir dai, complementada com outros alimentos, que serão introduzidos gradativamente. O ideal é que ela seja mantida até a criança completar dois anos", diz a presidente do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria, Elsa Guigliani.

O leite materno contém todos os ingredientes necessários à boa formação do bebê, como proteínas, anticorpos, gordura, vitaminas, ferro, açúcar, enzimas e fatores que propiciam o crescimento. Além disso, ele promove maior resistência à infecções, previne alergias, inclusive a asma, e problemas cardiovasculares na fase adulta. Outra grande vantagem do leite materno é aumentar a capacidade cognitiva da criança, favorecendo a inteligência e desenvolvimento social.

Apesar da grande importância da amamentação, muitas mulheres se sentem inseguranças em relação à qualidade do leite e acabam interrompendo o processo por temer que o leite seja fraco ou por acharem que a criança não está ganhando peso.

"A sociedade inventou o mito do leite fraco para justificar a falta de informação ou até limitações da mulher que a impedem de amamentar. Não existe leite fraco e, se o bebê chora de fome no intervalo das três horas da mamada, é porque há diferenças fisiológicas que o fazem ter necessidade de mamar mais vezes ou até porque o bebê pode sugar o leite de maneira errada, desperdiçando o final da mamada, onde a mãe fornece o leite que sacia e que tem mais gordura", diz Elsa.

O importante é saber que a mãe não deve deixar de amamentar e que, ao contrário do que se imaginava até a década de 70, o leite de vaca não é o mais indicado para os bebês. Ele contém mais gordura e sua proteína não é facilmente digerida. O bebê ganha peso e tem menos fome, mas isso não significa que esteja mais bem alimentado.

Fonte: http://mulher.terra.com.br

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